Psicossomática

O corpo da psicanálise é um corpo que fala. Dores de cabeça, insônia, cansaço...são sintomas leves que na maioria das vezes têm origem psíquica, e não somática. Muitas vezes, males sofridos pelo corpo não tem origem sequer em conflitos maiores, sendo apenas descarga de tensões não elaborada. Na década de 50, Franz Alexander e seus seguidores enquadraram sob o título de “Chicago Seven”, sete doenças que seriam a expressão somática de algo que se situaria entre a neurose, a psicose e a psicossomatose. Entre elas estariam a asma brônquica, a úlcera gástrica, a artrite reumatóide, a retocolite hemorrágica, as neurodermatoses, o hipertireoidismo, e a hipertensão essencial. Alguns anos mais tarde, psicossomaticistas de Boston cunharam, a partir do grego, o termo alexitimia (a=sem; lexis= palavra; timia= coração ou afetividade). A expressão indica que o sujeito não encontra palavras para nomear seus estados afetivos, ou (podendo lhes nomear), simplesmente não consegue distinguir uns dos outros. Esta Escola procurava categorizar os doentes em perfis específicos, cada qual com características próprias. Poder pensar os males somáticos através do psiquismo é uma maneira de não estar assujeitado aos influxos do dia-a-dia, mas também um modo se se apropriar do seu próprio desejo. Ou vive-se, ou passeia-se pela vida.



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